Abel Chivukuvuku: “não convidei ninguém”!

Abel Chivukuvuku: “não convidei ninguém”!

 

O líder da CASA-CE não se cansa de criticar, de forma áspera, a acção do Executivo conforme o fez, em conferência de imprensa, pela segunda vez em menos de uma semana.

Para Abel Chivukuvuku, o Memorando de Desenvolvimento da Actividade do Executivo Angolano do Executivo “não respondeu às expectativas dos angolanos”, embora se tivesse congratulado pelo facto de o Executivo ter “acatado” o que considera serem algumas recomendações da CASA-CE.

“A CASA-CE considera positivo o facto de o Governo ter aceite a recomendação quanto à necessidade de clarificação institucional sobre o órgão e entidade governativa que deve assumir a responsabilidade de apresentação dos relatórios do desempenho da governação, tendo esta tarefa sido atribuída ao Ministério de Estado para a Coordenação Económica”, fez saber Chivukuvuku.

No entanto considerou que o Governo “optou deliberadamente e por incompetência, por um modelo e paradigma de relatório confuso, sem lógica e atabalhoadamente improvisado (…) com a intenção de confundir a opinião pública”.

O líder da CASA-CE considera como sendo “confrangedora” a prestação actual do Governo e questionou a reputação da entidade que superintende este órgão, a quem acusa de suposto “envolvimento em prática de tráfico de influências, corrupção e enriquecimento ilícito”. Para o líder da CASA-CE, o Governo claudicou no que toca ao fornecimento de água e energia eléctrica.

“Em pleno século XXI, Angola é um dos maiores importadores de geradores e em vez de estabelecer sistemas regulares de fornecimento de água ao domicílio, o Governo optou pela montagem de chafarizes em plena capital”, acusou o político da oposição. Disse ter tomado boa nota sobre o decreto presidencial que aprova o bônus de assinatura decorrentes de contrato celebrados com a Sonangol mas exigiu que o Governo revele “imediatamente” os valores financeiros resultantes dos bônus referidos para que sejam do conhecimento público “por não constarem do Orçamento Geral do Estado (OGE)”.

O líder da CASA-CE recomendou que todos os programas que não constem do OGE, que venham a beneficiar destes recursos, “sejam também tornados público atempadamente”.

Relativamente ao anunciado incremento salarial, Chivukuvuku defende “um amplo processo de concertação com todos os parceiros sociais para que seja aprovado um salário mínimo nacional compatível com os níveis actuais de custo de vida, de produtividade e compatibilidade no mercado laboral”.

O político saudou a extinção da Comissão Interministerial para o Processo Eleitoral(CIPE) mas instou a CNE a assumir o seu papel com “rigor e patriotismo” e que a auditoria ao Ficheiro Central do Registo Eleitoral (FICRE) seja realizada por uma entidade “credível e isenta”, como a Organização das Nações Unidas (ONU), para credibilidade do próprio órgão.

 

Abel Chivukuvuku: “não convidei ninguém”!

Com o passar do tempo, os dirigentes da CASA-CE vão dizendo que, afinal, nunca convidaram figuras ou partidos a fazerem parte da coligação. Abel Chivukuvuku, seu líder, disse isso mesmo na conferência de imprensa que deu esta segunda-feira, em Luanda. “Nós não vamos à busca de ninguém mas acolhemos todos”, vincou o político que, apesar de garantir que a CASA-CE é um espaço inclusivo e aberto, fez saber que não vai aceitar qualquer um por considerar não “fazer sentido”. “Estamos a considerar a viabilidade sobre a mais valia que trazem para a CASA-CE e estão a ser avaliados sobre como é que pode ser encaixada a sua participação, senão, não faz sentido”, disse. Ele remeteu para os próprios partidos e figuras interessados o anúncio da sua adesão mas deixou escapar haver já na “fila” mais oito partidos. Com base nesta explicação, O PAÍS soube que oito partidos reconhecidos estiveram a ser avaliados esta segunda-feira. Das revelações da fonte ficou mais uma vez claro que para muitos deles o interesse é conseguir que Venâncio Rodrigues os seus líderes sejam aceites como vice-presidentes. Para já, a CASA-CE não está disposta a ceder diante deste tipo de exigências daí que muitos pedidos serão, ou estão a ser, rejeitados. “ Aceitar isso seria ir contra os estatutos da CASA-CE que já foram remetidos ao Tribunal Constitucional, por isso é completamente inaceitável”, argumentou o polítco que falou a O PAÍS. Este jornal soube que a líder do Partido Angolano Republicano(PAR), Luisete Macedo Araujo, estará a fazer esta mesma exigência, o que poderá resultar na sua não aceitação. Durante a conferência de imprensa, Abel Chivukuvuku demarcou-se da manifestação convocada pela UNITA afirmando haver prioridades que são: “levar a mensagem ao cidadão para que em Setembro deste ano saiba escolher a CASA-CE”. Segundo Chivukuvuku, a CASA defende que todo o tipo de manifestações deve ocorrer de forma ordeira, pacífica e cívica “mas não nos juntamos a esta porque não estamos envolvidos nem consideramos a prioridade”.
apais
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