Angola tem a terceira maior taxa de sinistralidade rodoviária do mundo

Estradas assassinas

 

Angola tem a terceira maior taxa de sinistralidade rodoviária do mundo

Angola tem a terceira maior taxa de sinistralidade rodoviária do mundo, tendo atrás de si apenas a Serra Leoa e o Irão. Por todo o país, de acordo com as estatísticas da Direcção Nacional de Viação e Trânsito (DNVT), os acidentes constituem a segunda maior causa de morte em todo o país. Um cenário que deixa insatisfeitos os responsáveis deste órgão afecto à Polícia Nacional (PN): «Estamos no primeiro trimestre e já temos um balanço negativo», revelou uma fonte do gabinete de comunicação da PN.

A julgar pelos números da instituição, em 2012 registaram-se já 14.844 acidentes que provocaram 3.593 mortos e deixaram feridas 14.226 pessoas. Para combater estes indicadores, as autoridades apelam a uma maior consciencialização dos condutores, que são apontados como os principais responsáveis pelos acidentes verificados. «Este esforço só é possível com a total cooperação de toda a sociedade civil», acrescenta a fonte da DNVT.

Mesmo assim, a instituição mantém a sua aposta na sensibilização tantos dos automobilistas como dos peões. As campanhas têm aumentado de intensidade e os resultados vão começando a aparecer: «São satisfatórios nalguns pontos do país. Levamos a informação e conseguimos atingir a população. Já há uma maior preocupação com a prevenção de acidentes», acrescenta o nosso interlocutor.

Em 2010, Luanda liderava a lista das cidades angolanas com maiores índices de sinistralidade. No entanto, ao contrário da ideia dominante entre a população, não é nas estradas de ligação interprovinciais que ocorre o maior número de acidentes. «É nas estradas no interior da cidade», revelou a nossa fonte da DNVT. Factos específicos da província da capital angolana, como o elevado número de viaturas, de peões e «o estado das vias», justificam que esteja na frente da lista de acidentes. Depois de Luanda, seguem-se as províncias de Benguela e a Huíla. Já no Huambo, «houve uma melhoria substancial em termos da prevenção rodoviária», informa a nossa fonte.

A DNVT está bastante preocupada com esta realidade e comparação com o que se passa em Portugal. «Os acidentes em Angola são fatais. Em Portugal, não há nem metade dos mortos», exemplifica a fonte ouvida pelo SOL.

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2 Comments

  1. Gostaria que fossem mas duros com aqueles que não cumprem os códigos de estrada. Por exemplo de modo particular no meu município à muito disrrespeito das regras implementada por DNVT principalmente os homens da ordem, sabendo que é camarada deixam-lhe infritar as leis. Mais porque isto acontece?

  2. Para comerça digo que a derição de aviação trânsito não têm cumprido seu papel que defiscalizar e orderar o trânsito na via pública.
    Factor consiência é determinante porque muito em Angola muito condutor não possuí carta de condução porém, muitos também pensa que não preciso formação para se habilitar á uma condução de fesiva.
    Sistema da currepção é que causa de tantas muites nas estrada.

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