Alcides Sakala diz que não há guerra nenhuma

Alcides Sakala diz que não há guerra nenhuma

«É preciso que a media pública seja efectivamente republicana»

O porta-voz da UNITA, Alcides Sakala, interrogado a propósito desta hipotética «guerra» de que fala o «nosso» Celso Malavoloneke, disse que o Galo Negro não está envolvido em qualquer conflito particular com algum jornalista angolano ou órgão de informação nacional, mas sim empenhado em lutar para que a comunicação social, sobretudo a pública, seja verdadeiramente republicana, tal como postula a própria Constituição.

Em conversa com o Semanário Angolense, nesta quinta-feira, Alcides Sakala disse que é preocupante para o seu partido o tratamento inaceitável de que o Galo Negro tem sido alvo na media pública, com excessiva subalternização das suas actividades, quando não são pura e simplesmente toldadas.

«Não há nenhuma guerra entre nós e a comunicação social. O que pretendemos é que haja um tratamento equidistante e com pluralidade para todos os partidos, o que não tem acontecido até agora», disse o porta-voz do Galo Negro.

Alcides Sakala lamentou a excessive partidarização, a favor do MPLA, que ainda se assiste no desempenho da media pública, apelando para que ela seja efectivamente republicana. «Nós estamos a reivindicar um direito que vem consagrado na Constituição, que postula um tratamento igual para todos», explicou.

Para ele, este estado de coisas é facilitado pelo facto de não ter havido até agora «vontade política» para se consagrar a pluralidade informativa tal como reza as leis do país, sendo um exemplo disso a não regulamentação da Lei de Imprensa, aprovada no início da presente legislatura, mas que foi objecto disso mesmo, numa altura em que ela está já prestes a terminar.

Segundo ele, a UNITA tem estado bastante preocupada com as inobservâncias que resolveu solicitor uma interpelação ao ministério da Comunicação Social para que se explique sobre as razões dessas falhas.

Na passada, Alcides Sakala, em nome do seu partido, queixou-se em particular do comportamento do Jornal de Angola e da TPA, que serão os principais prevaricadores em relação ao tratamento devido ao Galo Negro. Deu como exemplo o facto de «só agora» o diário público se ter dignado a publicar um «direito de resposta» do partido, depois de se ter recusado a tal durante vários anos. Tal «feito» seria concretizado por Raul Danda, o presidente do Grupo Parlamentar da UNITA, a quem a publicação comandada por José Ribeiro daria o «privilégio».

Para Alcides Sakala, esta «abertura» já é um bom sinal no sentido da «reposição da legalidade» constitucional, só que traduz pouco. «Já é muito bom o que aconteceu, mas falta muito ainda. Muito mesmo», concluiu o porta-voz do Galo Negro.

Salas Neto

SA

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s