Administrador adjunto de Cacuaco apodera-se de terras

 Acusam camponeses da Funda

Administrador adjunto de Cacuaco apodera-se de terras

 

A Administração Municipal de Cacuaco está a agir de má-fé, porque, dos vários encontros tidos com o elenco de Rosa Janota Dias dos Santos, administradora municipal, houve acordos de possível cedência de terras em substituição dessas,mas o que se nota é «arrogância de certos dirigentes.»

Centenas de camponeses, cujas lavras estão localizadas na zona da Funda Caop-Velha, município do Cacuaco, apontam o administrador municipal adjunto de Cacuaco, Daniel Kabanza como mandante da destruição dos seus casebres e plantações agrícolas, soube o Semanário Angolense.

O edil, acrescentaram, ordenou que homens e máquinas limpassem das terras, que eram desbravadas há mais de trinta anos. A acção, ocorrida esta semana, teve como protagonistas indivíduos afectos à fiscalização dessa circunscrição de Luanda.

Os agricultores, que dizem ter o campo como a única fonte de sustento, lamentaram a forma como foram destruídas as plantas e concomitantemente expulsos das lavras, facto que os deixa preocupados, pois temem que as terras sejam expropriadas.

«Trinta anos de cultivo é muito, deixar uma lavra sem indemnização do Estado depois de vários anos de trabalho? Pelos menos que recompensem os nossos esforços, não podemos dar de bandeja as nossas terras», protestaram os lesados.

Para os camponeses, a Administração Municipal de Cacuaco está a agir de má-fé, porque, dos vários encontros tidos com o elenco de Rosa Janota Dias dos Santos, administradora municipal, houve acordos de possível cedência de terras em substituição dessas, mas o que se nota é «arrogância de certos dirigentes.»

Administração alega invasão de reservas do Estado

No meio da agitação, os agricultores dizem possuir documentos que atestam a legalização das lavras, contudo, clamam a quem de direito que freie os apetites do administrador-adjunto, que, insistentemente, encaminha homens e máquinas ao local.

De acordo com os nativos da Caop Velha na Funda, os fiscais não são militares, mas estavam armados e com as máquinas demolidoras, que agora controlam o local e tratores, que diariamente limpam a zona.

Afirmaram portanto ter informações de que Daniel Kubanza quer se apoderar das terras para uma suposta a venda aos empresários que tencionam investir sendo que as parcelas se encontram nas proximidades da nova centralidade do Cacuaco bem como da zona industrial.

Contactado pelo SA, para comentar as acusações que sobre si pesam, o administrador municipal adjunto de Cacuaco rejeitou-as e esclareceu que o Estado começou a fazer, em 1999, o loteamento de terrenos naquele município a norte de Luanda.

Daniel Kubanza contou que a zona que hoje os camponeses reclamam, antes era do controlo público, mas passou para o privado, isto da Zona Económica Especial Luanda-Bengo, que detém as terras.

Kubanza desmente

Avisou que, numa reunião com os camponeses no seu gabinete, dera a conhecer que aquelas áreas cultiváveis na Caop Velha, na Funda, são reservas fundiárias do Estado e que de um tempo a esta parte, têm sofrido alterações nos seus planos urbanísticos.

«Em Cacuaco, temos áreas que foram decretadas como reservas fundiárias do Estado, estando numa delas a ser erguida a nova centralidade e a Zona Económica Especial de Luanda-Bengo. Era nessas áreas que as velhas faziam o seu cultivo» reiterou.

O administrador municipal adjunto de Cacuaco revelou que, depois de um aturado trabalho entre responsáveis da administração e a Casa Militar, que visou desencorajar a população para que não construísse no loca, indivíduos há que insistem em tal prática, mesmo sabendo que é uma área ocupada.

Desmentiu também que as referidas terras possuíssem cultivos, apenas casebres de chapes que eram construídas quase todos os dias. Para pôr ordem, a Casa Militar estava fazer uma vala a fim de delimitar área da zona industrial, porque a população invadia o local.

Prosseguiu afirmando que alguns invasores implicados na ocupação e venda ilegal de terrenos no espaço reservado à construção da centralidade e a zona industrial na Caop-Velha já foram responsabilizados criminalmente e outros levados a tribunal.

Kubanza aconselhou a população a não enveredar pela ocupação ilegal de terrenos, principalmente aquelas que são consideradas reservas fundiárias do Estado.

SA

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One thought on “Administrador adjunto de Cacuaco apodera-se de terras

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  1. É de lovar o trabalho que os homens da administração de cacuaco estão emplememntar naquele municipio da cidade capital, indo directamente a minha opinião diria o seguinte:

    A terra ao meu ponto de vista é do povo, e o estado aparece para fiscalizar e orientar o povo ” os cidadões ” que é o contrario desta nova constituição, que diz resumidamente ” que a terra é do estado ” não sou desta opinião, muito bem o Sr. Arquiteto Daniel Kubanza têm feito um grande trabalho em prol do desenvolvimento daquele muinicipio e a sua equipa, existem reservas do estado´, porque há árias que o estado já difinio como reservas é a população tem oucupado. é negativo! mais aqui abro um paretes para dizer tambem, que o estado deve encaminhar estas pessoas em um lugar seguro, vamos ajudar o nosso governo e esperamos que o governo olhe o mais rapido nas suas populações. é ANGOLA A CRESCER.

    desculpa se ouver um erro estava muito apresado quando informatizei o texto. obrigado

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