Acórdão do Supremo”prova fraudes” da oposição – PAICV

Acórdão do Supremo”prova fraudes” da oposição – PAICV

 

Cidade da Praia – O PAICV afirmou ontem que o acórdão do Supremo que mandou repetir a votação das autárquicas cabo-verdianas de 01 deste mês em duas mesas de voto de Santa Catarina, em Santiago, “prova que houve fraude generalizada” do MpD.

A acusação partiu do mandatário da candidatura de José Maria Veiga à Câmara de Santa Catarina, apoiado pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) e que, segundo os resultados finais provisórios oficiais, foi derrotado pelo candidato do Movimento para a Democracia (MpD), Francisco Tavares, este reeleito.

José Veiga, o mandatário e não o candidato, explicou que o PAICV apresentou pedidos de impugnação em 43 mesas de voto no concelho, dos quais o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu anular a votação em duas, “dando como comprovadas as irregularidades”.

“Não quer dizer que não tenha havido fraudes nas mesas. Foi assim, porque houve falhas processuais na junção de documentos no processo de impugnação”, disse, aludindo às mesas de Cruz Grande, onde houve “votos clandestinos”, e de Boa Entrada, onde se registou uma diferença de 100 votos entre os editais, cadernos e boletins nas urnas.

José Veiga afirmou que o PAICV aceitou a decisão do STJ e que vai continuar a esclarecer as pessoas para que participem na votação nas duas mesas que congregam 779 eleitores.

As eleições em Cruz Grande e Boa Entrada deverão realizar-se acontecer a 22 de julho, o segundo domingo a contar da data da decisão do STJ, dependendo agora do recurso, entretanto, apresentado hoje de manhã pelo MpD.

Por outro lado, o coordenador das autárquicas e membro da Comissão Política do PAICV, Júlio Correia, numa conferência de imprensa, nada adiantou sobre a decisão do STJ e defendeu a necessidade de se promover um “amplo debate nacional” sobre a questão das fraudes eleitorais em Cabo Verde.

“O PAICV defende toda a lisura e transparência no processo eleitoral e tem acatado os resultados quando não há, como houve agora, um ato confessado de crime eleitoral. Pensamos que deve haver um debate nacional clarificador destas questões, porque não abona a favor da nossa democracia”, disse.

Nesse sentido, sugeriu a introdução do voto eletrónico e obrigatório, realçando, porém, que o PAICV está aberto a todas as iniciativas que possam garantir a transparência do processo eleitoral.

A Comissão Politica do PAICV decidiu ainda marcar para 28 e 29 deste mês uma reunião do conselho nacional para debater os resultados das autárquicas.

Excluindo agora Santa Catarina de Santiago, e segundo os resultados finais provisórios da votação de 01 deste mês, o MpD, minoria parlamentar, reforçou a maioria autárquica, ao passar de 12 para 13 o total de municípios, enquanto o PAICV desceu de 10 para oito. Cabo Verde conta com 22 municípios.

CLI.

Lusa

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