RDC E RUANDA ASSINAM PLANO CONTRA REBELDES NOS GRANDES LAGOS

RDC E RUANDA ASSINAM PLANO CONTRA REBELDES NOS GRANDES LAGOS

 

English: President Joseph Kabila of the Democr...

Addis abeba – A República Democrática do Congo (RDC), o Ruanda e outros países vizinhos assinaram quinta-feira um acordo sobre a criação de umas força internacional para eliminar rebeldes armados no turbulento leste da RDC.

O acordo, assinado em paralelo com a cimeira da União Africana (UA) em Addis Abeba, propõe uma força militar com apoio internacional de resposta a uma ofensiva dos rebeldes na província do Kivu Norte, na RDC.

O documento foi assinado pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros de uma dezena de países dos Grandes Lagos, incluindo a RDC e o Ruanda, e condenou os recentes avanços do M23 dos movimento rebelde de etinia tutsi e uma rebelião predominantemente Hutu da FDLR na província do Kivu do Norte e do Sul.

Não ficou claro no texto do acordo, a ser apresentado à cimeira dos chefes de estado, donde virão as tropas que vão integrar a “força neutra” que vai combater os grupos rebeldes.

A ONU tem uma forca de manutenção de paz no Congo mas ela tem sido pressionada a funcionar a meio gás. Uma soldado da força indiana de manutenção de paz foi morto semana passada durante confrontos com os rebeldes.

Helicópteros das forças armadas congolesas lançaram quinta-feira roquetes e reagiram com metralhadoras pesadas sobre posições dos rebeldes nas aldeias de Rumangabo e Bukima, disseram fontes da ONU.

O conflito no leste da RDC, que já matou, mutilou e fez milhõies de deslocados civis por quase duas décadas, foi originado por diferendos políticos entre as etnias tutsi e hutu, que datam do genocídio de 1994 no Ruanda.

As últimas invasões do Congo por forças ruandesas e rebeldes congoleses apoiados por Kigali deu azo a duas ferozes guerras.

O governo da RDC, cujo exército retirou em debandada perante o avanço dos rebeldes do M23 semana passada, acusou o vizinho Ruanda de fomentar e apoiar a rebeliao, que começou com um motim dos antigos rebeldes entretanto integrados no exército nacional.

O Ruanda nega veementemente estar a apoiar o M23, embora investigadores da ONU tenham provas das alegações de que oficiais militares do Ruanda estao a apoiar os rebeldes.

No documento assinado quinta-feira os estados agrupados na Conferência Internacional sobre os Grandes Lagos propõem trabalhar com a UA e a ONU para criar “uma força internacional neutra para erradicar o M23, a FDLR e todas as forças negativas no leste da RDC”.

O documento disse que “não deve apoiar quaisquer forças negativas”.

Mas os Ministros dos Negócios Estrangeiros da RDC e do Ruanda exprimiram satisfação com a assinatura do acordo como um passo para pôr fim aos recentes conflitos na província do Kivu do Norte, que iniciaram em Abril e que jé fizeram mais de 100 mil deslocados civis, segundo fontes da ONU.

“Eu penso que é positivo. A coisa mais importante é levá-lo a efeito”, disse o Ministro congolês dos negócios Estrangeiros, Raymond Tshibanda N’tungamulongo.

A Ministyra ruandesa dos Negócios Estrangeiros, Louise Mujshikiwabo, disse que é positivo ver a região a envolver-se para estancar o conflito no leste do Congo. “É um bom acordo, não é solução, mas é parte da solução”, disse ela.

“Um passo na direcção certa”, acrescentou.

Enquanto o Congo se diz saatisfeito com a explicita condenação do grupo rebelde M23, que Kinshasa diz ser apoiado por Kigali, Mushikiwabo mantém a posição do Ruanda de que não está envolvida de qualquer jeito no que ela chamou de “motim de soldados indisciplinados do exército congolês”.

“O erro está em tentar associá-los ao Ruanda”, disse ela. Ao mesmo tempo ela mostrou-se satisfeita com o prospecto daquilo que ela descreveu como “uma rápida e decisiva acção militar” contra o FDLR que se opõe ao presidente Paul Kagame.

O conselheiro especial dos Estados Unidos para os Grande Lagos e a RDC, o embaixador Barrie Walkley, disse ser benvinda assinatura do acordo como “um passo na direcação certa”.

Ele disse que esforços para pôr fim ao conflito no Kivu do Norte trariam bons resultados se, como é de esperar, os presidentes Kagame, do Ruanda, e Joseph Kabila, da RDC, participassem da mini-cimeira da UA sobre o leste da RDC este fim de semana em Addis Abeba.

Mas ele acrescentou que há incerteza sobre como é que “força neutra” proposta no acordo será criada.

“A intenção é absolutamente louvável, mas o que é que significa? Donde virão tais forças?”, questionou.

O secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, tinha dito ao presidente ruandês que está preocupado com notícias de que soldados dissidentes do Congo estão a receber apoio de oficiais ruandeses.

Governos ocidentais têm estado a pressionar para a detenção do renegado congolês general tutsi, Bosco Ntaganda, que é procurado pelo Tribunal Penal Internacional por suspeitas de crimas de guerra.

A rebelião do M23, que tomou o nome a partir do acordo de Março de 2009, e que os rebeldes dizem que foi violado por Kinshasa, foi fundada por centenas de dissidentes do exército congolês que foram para a mata em apio a Ntaganda. Oficiais congoleses dizem que Ntaganda está no Ruanda.

Mushikiwabo nega tais alegações. “Se os congoleses querem disciplinar o seu próprio oficial isso é com eles para decidir”, disse ela, acrescentando que o Ruanda não é signatário do acordo que estabelece o TPI.

AIM

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