Angola precisa de passar em dois dos três critérios para sair da lista de países menos desenvolvidos

 

CLASSIFICAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS

 

Para poder transitar para um país de renda média, regra geral, os países precisam de “passar” em dois dos três indicadores usados pela ONU, nomeadamente no Índice de Vulnerabilidade, Capital Humano e Produto Interno Bruto. Foi este último critério que tornou Angola num sério candidato para abandonar a lista dos menos desenvolvidos.

O Comité das Políticas de Desenvolvimento do Conselho Social (CNUCED), das Nações Unidas, está a considerar Angola como sério candidato para deixar de fazer parte do grupo de países menos avançados, e passar a fazer parte dos de rendimento médio, anunciaram peritos afectos à organização reunidos, recentemente, em Genebra.Este upgrade deverá acontecer em 2015, quando o Comité fizer uma remodelação da actual lista de países menos avançados e os de rendimento médio.

O Produto Interno Bruto per capita que Angola tem registado nos últimos anos (calculado em cerca de 3700 USD) foi o único critério, dos três que a ONU usa, que contribuiu para que o País se tornasse num sério candidato a abandonar a lista dos menos desenvolvidos. Em geral, para poder transitar para um país de renda média, o candidato precisa de “passar” em dois dos três indicadores usados pela ONU, nomeadamente no Produto Nacional Bruto( PNB) per capita, como indicador da capacidade de geração de rendimentos; no Índice de Capital Humano (ICH), como indicador das reservas de capital humano, e no Índice de Vulnerabilidade Económica (IVE), como indicador da vulnerabilidade económica a crises exógenas.

Neste ano, Angola já atingiu um PIB per capita de cerca de 3700 USD, tornando-se na primeira vez que o PIB nacional duplica o mínimo exigido para que deixe de fazer parte da lista dos países menos desenvolvidos (PMA).

O incremento em causa resulta da alta de preço que o principal produto de exportação (o crude) tem registado no mercado internacional. Neste momento, o barril de Brent vende acima de 110 USD, estando Angola a produzir actualmente acimade1,7milhões de barris/dia. Se, por via do PIB, Angola apresenta quadro favorável para desintegrar os PMA, o mesmo não se constata em relação aos outros dois critérios, nomeadamente o Índice de Vulnerabilidade e de Capital Humano, considerados por um analista como sendo dos “mais importantes” do ponto de vista da estabilidade económica do País.

expansao

 

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