MBUNDA IA KILUMBA

MBUNDA IA KILUMBA( A MOÇA DAS ANCAS)

Ela, chegou ao bairro, acompanhada do marido, um pacato cidadão e sem muitos recursos mas que tinha a felicidades de ter uma dama cujos quadris assemelhavam-se as Pedras Negras de Pungo Andongo. Em um ápice ela tornou-se nas atracções dos “psiu psiu”masculinos. Quando ela passava era difícil não virar uma segunda vez para ver o “munhenho“ que rebolava ao fim do dorso da dama que espantava não só homens mas até as próprias mulheres…

A dama deveria estar na casa dos 25 anos, e resistia aos dardos inflamados do maligno que eram disparados dos beiços masculinos; mas a resistência lentamente foi cedendo a alguns “psiu psiu dos vizinhos que no princípio era apenas com o suposto intuito de amizade… diziam eles. Assim pensam as pessoas homem nenhum vai atrás da mulher alheia apenas por amizade ou boa vizinhança e elas dizem que bem sabem o que procuram ao aceder a qualquer “psiuyuyu”. Seria ingenuidade ou velada intenção de correr o risco? Não sei, mas, a mulher foi sendo vista trocando uma conversinha aqui e outra acolá com vizinhos e mais tarde com os agentes da polícia que se haviam instalado em uma unidade recentemente criada para conter os índices de delinquência que grassava no bairro….

Impressionava com as suas belas ancas; e se até chegar ao bairro ela não houvera conhecido o valor do “nguvo“ que carregava, verdade seja dita que a caça empreendida ao material no bairro despertou na jovem mulher o seu suposto real valor. História da sua infidelidade foram surgindo nas rodas masculinas e entre as moças ouvia-se dos desrespeitos para com o “ferrapado“ marido como ela resolveu passar a trata-lo. A dama da “mbunda“ doirado agora sentia que valia mais do que o suposto valor que lhe era atribuído pelo infeliz….

De regresso a banda, reparei que a unidade policial tinha sido deslocada para outra zona mas ela, lá continuava como o tempo a procura do norte que infeliz suportara as injúrias por amor ao amor da sua “uzangala“ até mais não aguentar. A dama do bom “nguvo“ vendia pão a entrada do beco que dava para casa onde vivia com os filhos; ela perdera a vivacidade e brilho, o “munhenho“ havia “luchokado“ e reduzido substancialmente. Poucas eram as moças que com ela falavam pois até as supostas patrocinadoras dos fortuitos encontros se demarcavam….

Passei por lá no mês passado e recebi a informação de as crianças eram agora órfãs de mãe e jogadas a sua sorte pois o “muzangala“ derrotado pela decepção das traições amigou-se com profundidade da alma à amizade com o álcool, conseguindo com isso uma vaga no sanatório central de Luanda, no Palanca. Lacrimejei por ela, por ele e pela infeliz sorte das crianças…

Lembrei-me então destas palavras: “Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e entesourares contigo os meus Mandamentos… Pois a sabedoria entrará no teu coração, e o conhecimento será aprazível à tua alma; o bom siso te protegerá, e o discernimento e guardará; para te livrar do mau caminho, e do homem que diz coisas perversas; dos que deixam as veredas da rectidão, para andarem pelos caminhos das trevas; que se alegram de fazer o mal, e se deleitam nas perversidades dos maus; dos que são tortuosos nas suas veredas; e iníquos nas suas carreiras; e para te livrar da mulher estranha, da estrangeira que lisonjeia com suas palavras; a qual abandona o companheiro da sua mocidade e se esquece do concerto do seu Deus; pois a sua casa se inclina para a morte, e as suas veredas para as sombras.” (Provérbios 2:1,10-18)

Kandandu…,

Eme Kapitololo

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