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UNITA disponível para “diálogo abrangente” e MPLA quer “cultura de paz e tolerância”

Flag of Angola.
Angola a paz chegou a 11 anos

Luanda - Os dois maiores partidos angolanos, adversários na guerra civil cujo fim há 11 anos se celebra hoje, manifestaram disponibilidade para o diálogo e consolidação da paz e tolerância.

A posição da UNITA, maior partido da oposição, foi expressa na quarta-feira pelo seu líder, Isaías Samakuva, em conferência de imprensa, em que garantiu estar o partido do Galo Negro disponível para um diálogo “estruturado e abrangente, sem pré-condições”, com os “adversários de ontem”.

Isaías Samakuva considerou que a paz alcançada a 04 de abril de 2002 permitiu construir estradas, prédios e centralidades, mas não conseguiu ainda edificar “nas mentes e nos espíritos das pessoas as defesas da paz”.

“Temos leis no papel que consagram os valores e a cultura da paz. Ouvimos nas televisões e na rádio, um discurso aparentemente moralizador, apelando ao diálogo. Mas, na prática, temos a intolerância, a exclusão, as gritantes desigualdades, a impunidade e as constantes agressões à Constituição e à lei”, criticou.

Segundo o líder da UNITA, “as armas calaram-se há 11 anos”, todavia ainda convivem com os angolanos “muitos sentimentos de hostilidade, amargura, desconfiança, ressentimento e até de ódio”.

Isaías Samakuva reafirmou o compromisso “irreversível e incondicional” da UNITA com a paz, a “rejeição absoluta” da luta armada e violência política como “formas de competir pelo poder” e a “absoluta fidelidade às regras democráticas universalmente aceites e praticadas”.

“Somente a experiência de uma prática política democrática terá o poder de completar a obra inconclusa da construção da nação, da constituição de uma sociedade civil forte e autónoma e da própria consolidação da democracia”, acentuou.

A posição do MPLA foi divulgada em comunicado de imprensa do Bureau Político, com uma declaração sobre o Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, em que manifesta a disponibilidade do partido no poder para “continuar a contribuir na educação política e patriótica das novas gerações, como garantes do futuro”, para que sejam formadas “numa autêntica cultura de paz e de tolerância”.

“Neste dia, o Bureau Político do MPLA reitera a sua convicção de que a paz obtida em 2002 é, seguramente, o maior bem público que Angola conquistou, como resultado da vontade e dedicação do povo angolano e da confiança deste na liderança do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que, de modo inteligente, firme, estratégico e sereno, está a conduzi-lo para a obtenção de superiores patamares da vida em sociedade”, lê-se no documento.

Na declaração, o Bureau Político do MPLA considera que a obtenção da paz permitiu que fossem dados “passos significativos” na consolidação da estabilidade política, reforço da democracia, reconciliação e coesão nacionais.

“Sendo a paz a condição indispensável para a obtenção do progresso, da justiça, da igualdade de oportunidades e do respeito pelos direitos fundamentais dos cidadãos, o Bureau Político do MPLA acredita que, terminada a fase de reabilitação e construção das infraestruturas que estão a alavancar o desenvolvimento, o país comece a produzir, cada vez mais, permitindo uma partilha equilibrada dos seus benefícios, já num contexto de uma Angola a crescer mais e a distribuir melhor”, destaca.

O dia da Paz assinala a assinatura, a 04 de abril de 2002, do Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaca, entre o Governo angolano e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).

O acordo, rubricado no Palácio dos Congressos, em Luanda, e assistido por José Eduardo dos Santos e por representantes da comunidade nacional e internacional, simbolizou o fim da guerra civil, só possível com a morte em combate, a 22 de fevereiro de 2002 de Jonas Savimbi, fundador e líder histórico da UNITA.

Lusa

Isaías Samakuva leva Semanário Angolense à DNIC

Isaías Samakuva leva Semanário Angolense à DNIC

Salas e Eurico na sexta-feira

Os jornalistas Salas Neto e Jorge Eurico terão sido ouvidos nesta sexta-feira no Departamento de Crimes Selectivos da Direcção Nacional de Investigação Criminal, no quadro do processo judicial instaurado pelo presidento do Galo Negro, Isaías Samakuva, sob a acusação de calúnia e difamação contra a sua pessoa, na sequência de uma notícia publicada no Semanário Angolense sobre alegadas movimentações irregulares de dinheiros do seu partido para contas no estrangeiro.

A matéria, da autoria de Jorge Eurico, foi publicada na edição n.º 459, de 31 de Março de2012, do SA sob o título «Dinheiro Estranho em Contas de Samakuva no Estrangeiro».

Jorge Eurico dizia na matéria ter em sua posse documentos que indiciavam essas movimentações, tendo, no entanto, confrontado Isaías Samakuva com os elementos noticiosos em sua posse, antes de se decidir pela sua publicação, estranhando por isso o passo dado pelo presidente do maior partido da oposição, no que parece ser uma cruzada sua contra alguns órgãos da nossa imprensa.

Ao que soube o Semanário Angolense, Isaías Samakuva teria sido mesmo aconselhado a desistir do processo por correligionários seus dos mais altos escalões do seu partido, mas, ao que tudo indica, teimoso, ele preferido avançar mesmo com o processo, que está a ser conduzido pelo instrutor Luís Tavares.

O jornalista Salas Neto, que então se encontrava no estrangeiro, vê-se envolvido no processo, inscrito na DNIC sob o número 415/012, apenas na sua qualidade de director da publicação.

A UNITA fez o anúncio de que iria avançar com o processo a 5 de Abril, depois de mandar os seus advogados participar da suposta existência de «dinheiros estranho» em contas no estrangeiro à Procuradoria-Geral da República Portuguesa, para junto do Banco Montepio apurar a veracidade da informação.

Então, o Galo Negro refutava a notícia avançada pelo SA, dizendo que Isaías Samakuva nunca teve conta bancária no Montepio Geral de Portugal, nem alguma vez foi seu associado mutualista, o que se pode comprovar por jamais ter pago alguma jóia de inscrição na referida instituição.

«Estamos perante um crime puro e vil de difamação e calúnia, que visa ofender directamente a honra pessoal do presidente da UNITA, o seu decoro e o seu prestígio perante a sociedade angolana, além de obter lucros com fins eleitoralistas», referia o comunicado do Galo Negro. AUNITA alegava ainda que a informação avançada pelo SA se enquadra numa campanha persistente e insidiosa que visa macular o bom nome do Galo Negro e do seu presidente.

Entretanto, dias antes da divulgação do comunicado de imprensa, um responsável do Conselho Fiscal do Galo Negro contactou, telefonicamente, o jornalista do SA responsável pelo assunto a solicitar os documentos em posse deste jornal para fazer uma investigação a propósito.

Claro que a solicitação não foi satisfeita, pelo facto da documentação em questão ter sido apresentada ao próprio Isaías Samakuva pelo jornalista do SA, quando, antes da publicação da notícia, buscava o necessário contraditório do visado, tal como está expresso na matéria que chegou a público, não se compreendendo por isto mesmo este «arreganho» de procedimento judicial do Galo Negro.

Por ter feito o que lhe competia em relação à confrontação das fontes e quejandos, o SA está tranquilo.

SA

Cinco Partidos e quatro Coligações seguem em frente rumo às Eleições Gerais de 2012

Cinco Partidos e quatro Coligações seguem em frente rumo às Eleições Gerais de 2012

 O Tribunal Constitucional pronunciou-se favoravelmente em relação a nove formações políticas, sendo cinco Partidos Políticos e quatro Coligações de Partidos Políticos. Se o Plenário não julgar procedentes os recursos apresentados pelas forças políticas cujas candidaturas foram rejeitadas, serão mesmo 9 formações políticas a concorrem ao pleito eleitoral de 2012.

National emblem of Angola (1990-present)

Nove formações políticas viram aprovadas definitivamente a sua candidatura as Eleições Gerais de 2012. Tratam-se do MPLA, CASA-CE, UNITA, PRS, ND, FNLA, PAPOD,   CPO e FUMA, isto é, cinco Partidos e quatro Coligações.
No total estarão envolvidos no processo eleitoral e na disputa das Eleições Gerais de 31 de Agosto, 26 Partidos Políticos considerando os 5 que concorrem isoladamente e os 21 que concorrem coligados.

Os partidos que viram a sua candidatura rejeitada têm 48 horas para recorrerem dos Acórdãos do Plenário do Tribunal Constitucional. Recorda-se que o Tribunal Constitucional trabalhou durante todo o fim-de-semana, incluindo Sábado, dia 30 de Junho e Domingo, 1 de Julho e às primeiras horas de segunda-feira para admitir ou rejeitar as últimas candidaturas das 26 que deram entrada os requerimentos de suprimento conforme as observações contidas nos Despachos de Suprimento exarados pelo Venerando Juiz Conselheiro Presidente, apôs da primeira fase de entrega de processos de candidaturas às eleições que se avizinham.

O PREA, Partido Republicano Angolano constava entre as 27 formações que apresentaram a sua candidatura tendo ficado pelo caminho por não ter dado sinal de suprimento das irregularidades que constavam do seu processo. E, na última triagem que compreendia as restantes 26 forças políticas, foram rejeitadas as do PDP-ANA, BD, PP, PCCA, PN, MDIA-PCN, CVD, PSD, PDA, Coligação LUA, PSA, CAU e UDNA.

O processo como tal de apresentação de candidaturas iniciou no dia 31 de Maio de 2012.

Depois de, no dia 24 de Maio, a Comissão Nacional Eleitoral ter entregue ao Tribunal Constitucional o FICRE, Ficheiro Central de Registo Eleitoral, eis que por sua vez, no dia 7 de Julho, o órgão que administra a justiça constitucional no País irá proceder a entrega da lista definitiva de Partidos e Coligações de Partidos em condições de participarem nas Eleições Gerais marcadas para o dia 31 de Agosto do presente ano junto da Comissão Nacional Eleitoral para que esta possa cumprir com as suas tarefas inerentes ao processo.

Recorda-se que uma das competências do Tribunal Constitucional, de acordo com a lei, é conferir posse ao Presidente da República a ser eleito no próximo pleito eleitoral.

Tribunal Constitucional

As «pauladas» do Galo Negro

Cronologia de uma convivência difícil

As «pauladas» do Galo Negro

Mihaella Webba (no «Café da Manhã» da LAC) – Essa foi, por assim dizer, o abrir das ostilidades. Tudo começou com uma intervenção de Mihaela Webba no «Café da Manhã» de José Rodrigues, em que a jurist confundiu meio mundo, ao revestir com um invólucro académico e cívico, asserções de um activismo político indisfarçável. À estranheza de parte da media privada, com destaque para o Semanário Angolense e para o «A Capital», a jurista reagiu com alguma violência e sobranceria, classificando os jornalistas nacionais de parciais e pouco profissionais, numa atitude que na altura se interrogava se seria individual ou da própria UNITA. Mais tarde, «descobrir-se-ia» que a jurista em causa prestava assessoria jurídica ao Presidente da UNITA (algo que omitira na referida entrevista), mas que se consumaria definitivamente com a sua entrada oficial nas fileiras do Galo Negro. Não sendo isso crime algum, antes pelo contrário, a media questionou as razões da omissão dessa ligação, que ajudaria a entender melhor os pronunciamentos da jurista no «Café da manhã» da LAC. No contra-ataque, surgiu o primeiro «bilo» entre a UNITA e a media nacional.

Isaías Samakuva (no caso de dinheiros do MPLA e das contas no estrangeiro, este levantado por Jorge Eurico, do SA) – Em meados de Fevereiro, e em pleno braço de ferro entre o MPLA e a Oposição, com a UNITA à cabeça, na questão do pacote legislativo eleitoral, a TPA vem a público com duas reportagens: uma sobre dinheiros dados pelo Executivo à UNITA e outra sobre a assinatura de concessões diamantíferas para esse partido nas Lundas. Questionada, a UNITA viria a public para dizer que se tratava do ressarcimento parcial ao partido pelo seu património destruído

durante a guerra. Por coincidência ou não, logo depois surge o famoso consenso no referido pacote. A media privada parte para a conclusão que terá havido um acordo secreto para a UNITA suavizar a «resistência» ao que ela reage com a já costumeira virulência. Na mesma altura, Jorge Eurico, jornalista deste semanário, traz a público «borderauxs » de alegadas transferências de Samakuva em bancos no exterior. A UNITA desmente e na passada ameaça processar o jornalista e o Semanário Angolense sob a alegação de que este jornal, por ser pertença de indivíduos próximos do MPLA, segundo ela, estaria a denegrir propositadamente o Galo Negro. Estava instalado o segundo «bilo» em pouco menos de duas semanas depois do primeiro.

Jojó, Makuta Nkondo, Alexandre Lucas Solombe e a Rádio Despertar – Mais ou menos pela mesma altura, surge a deserção espectacular de um dos apresentadores mais populares e críticos da Rádio Despertar, o Jojó. Na passada, um grupo de jornalistas desta estação radiofónica afecta à UNITA entra em rota de colisão com a sua direcção, alegadamente porque estariam ameaçados de despedimento sumário, devido ao conteúdo «inconveniente» das matérias que produziam. Surgem notícias não confirmadas de que Makuta Nkondo, um comentarista particularmente crítico ao regime, teria sido silenciado por «ordens superiores». Alexandre Lucas Solombe, um experiente jornalista que já fora deputado e director da emissora, muda-se para a CASA-CE. O «bilo» com os restantes jornalistas arrasta-se até hoje, agora com a tentativa destes em arrastar nele o Sindicato de Jornalistas Angolanos. Este «bilo» já de foro interno ainda não conhece solução, enquanto cada parte vá esgrimindo os seus argumentos de razão.

A «Manif» da UNITA e a «expulsão» dos jornalistas da TPA – Na manifestação, ordeira e pacífica, da UNITA em Maio último, houve um caso particularmente grave contra jornalistas da TPA, que quase eram linchados pela plebe «competentemente enraivecida». Pese embora as reclamações fundamentadas deste partido em relação às «partidas» que a edição das notícias a si relacionadas que a TPA, volta e meia, lhe prega – o que, em abono da verdade, até já enjoa – essa responsabilidade não deve ser assacada aos jornalistas, mas sim à direcção da estação pública. Sendo pouco crível que o acto tenha sido «espontâneo», tudo leva a crer que a UNITA aproveitou a ocasião para dar uma de que a população estava contra a TPA, ao ponto de querer linchar os seus repórteres. Ora, qualquer pessoa que viva neste país e tenha sã consciência sabe que as coisas não estão nem aí nem perto disso. Uma manipulação, portanto, para levar a água para o seu moinho e, de esquebra, passar a imagem de «salvadora» dos pobres repórteres. O que, nem os jornalistas de todos os quadrantes, nem o SJA engoliram. Dali o competente «puxão de orelhas» deste à UNITA. E aí surgiu o quarto «bilo», num ano que apenas chegou à metade, mas já grávido de «chicotadas» do «maioritário da Oposição» em relação ao dito Quarto Poder…

Vitorino Nhany, SG da UNITA: «Nunca fui um homem de brincadeiras» – Esse «aviso» (!) surgiu na sequência de um desafio à UNITA para que provasse de uma vez por todas à opinião pública os contornos da propalada fraude eleitoral que até valeu ao pais a mais virulenta guerra civil de que se tem memória no continente africano. Salvaguardadas as tentativas vindas do interior da própria UNITA que «o homem se teria enervado e excedeu-se, mas não havia intenção de fazer qualquer mal», uma certeza fica: a UNITA parece estar mesmo com «raiva» dos jornalistas nacionais, ao ponto de fazer com que dirigentes seus de topo percam completamente as estribeiras…

Raul Danda e o Jornal de Angola: «…escrito por um branco» – A acusação, com todos os pormenores, é do Jornal de Angola. Poder-se-ia dizer que o matutino, que não morre de amores pela UNITA, exagerou, mas o histórico dos xinguilamentos deste partido contra a Imprensa leva a dar razão desta vez a José Ribeiro e pares. Pouca, mas muito pouca gente mesmo vai com Artur Queiroz, o alterego do DG do diário público e o presumível «branco» aludido por Raul Danda, ele também um jornalista, que, até ser alcandorado a deputado da UNITA, era um exemplo de urbanidade. Topando AQ ou não, o que a classe de uma maneira geral repudia na UNITA e no seu deputado é o pendor racista das suas afirmações. À semelhança do que Savimbi fez em 1992, a UNITA mostra agora um pendor racista que choca profundamente uma sociedade que se orgulha de ser uma das mais tolerantes do continente nesta matéria. Caso para dizer que Raul Danda conseguiu a proeza tida como quase impossível de juntar a classe jornalística em torno do Jornal de Angola e, pasme-se, de Artur Queiroz. Pois a cor da pele do homem não tem nada a ver com as suas ideias. Rigorosamente nada a ver, senhor Deputado!

Mihaella Webba, outra vez contra o SA – O sexto e último «bilo» até agora acaba como começou. A jurista, docente universitária, activista dos Direitos Humanos e… assessora jurídica do Presidente da UNITA, insatisfeita com algumas matérias menos lisonjeiras veiculadas pelo Semanário Angolense, vai daí, resolve proferir ameaças, por interpostas pessoas, ao pessoal do jornal, quando podia usar o direito de resposta para apresentar a sua versão, conforme noticiámos na semana passada. Resta ainda saber se cumprirá as ameaças, mas se for por aí que as coisas se encaminharem, teremos figuras importantes desse país perdendo o seu precioso tempo em batalhas judiciais contra um jornal quando, por obra e graça de opções menos certas, já anda atrasadíssima na preparação para uma participação à sua altura numas eleições que quer ganhar limpa e transparentemente. Será que quer mesmo? Com toda estas trapalhadas, ficam dúvidas. Muitas dúvidas mesmo. E postas as coisas assim, insistimos na pergunta: o que quer a UNITA realmente nestas eleições?

SA

UNITA declara Guerra à imprensa doméstica

 Até com a «sua» Rádio Despertar se desentende

UNITA declara Guerra à imprensa doméstica

 

De algum tempo a esta parte – um modismo que muito boa gente detesta –, a UNITA parece ter decidido atirar-se com unhas e dentes contra os diferentes órgãos de comunicação social cá da urbe. Ao que parece, incomodada pelo coro de críticas que a sua actuação vem merecendo da dita imprensa privada, coro esse acrescido ao (des) tratamento sistemático que vem sofrendo na media pública, este partido (que pela sua história devia ter mais juízo) parece ter embarcado numa guerra de extermínio contra os pobres escribas e os seus «pasquins», com a «honrosa» excepção à Rádio Ecclesia – ainda não se «atreveu» a «bilar» com os poderosos Bispos da Igreja Católica – e ao bissemanário (?) Folha 8, o confrade decididamente «anti-empeloso» cá da banda. Resta saber se este «estado de tréguas» com o «Folhinha» vai-se mesmo manter agora que o «Mano Willian» decidiu mbora «casa(r)-ce» de aliança e papel passado com o «Mano Chivas».

Nesta saga inusitada (afinal as eleições vêm aí daqui a pouco menos de três meses), nem mesmo a «sua» Rádio Despertar escapa: um grupo de jornalistas desse órgão, liderado pelo irreverente Coque Mukuta, está de costas viradas com a Direcção da estação, a quem acusa de estar a proceder a despedimentos anárquicos, por desentendimentos que têm a ver com os conteúdos das suas peças jornalísticas.

Não há como negar que a UNITA tem sido grosseiramente maltratada (o termo é propositado) na media publica, onde as notícias a si relacionadas ou são truncadas ou o seu significado esvaziado, ou ainda ofuscadas por uma «contra-notícia» referente ao seu arqui-rival, estrategicamente posta na grelha noticiosa. Mas daí a atirar-se indiscriminada e desalmadamente contra os jornalistas nacionais, insinuando, como fez MihaellaWebba, a assessora de Isaías Samakuva, que os profissionais da comunicação social intramuros são uma espécie de jornalistas de segunda, já parece um exagero que chega mesmo a atinge as raias de hara-kiri (suicídio ritual japonês).

Esta atitude parece tanto mais descabida quando todos os manuais de Comunicação Política são peremptórios em dizer que a pior altura para um partido e os seus dirigentes terem «makas» com a media é em período de eleições. Por causa do que parece já estar a acontecer: o jornalista, um pouco como o juiz, depende apenas da Lei e da sua consciência. Não há nada, mas literalmente nada, que o possa obrigar a mudar a nuance, a ênfase, a visibilidade ou a exposição de uma notícia. Ou a escolha do advérbio. Ou a selecção da figura de estilo através da qual dá o toque positivo ou negative à matéria publicada. Não há editor que possa controlar isso, razão pela qual a melhor maneira de assegurar que as matérias a nós relacionadas contenham a nossa versão é fornecer os factos que temos em nossa posse. E, para isso, é curial que tenhamos boas relações de trabalhos com os jornalistas. Principalmente os que nos são mais críticos.Isso é o que dizem os manuais da «cabunga» da assessorial de Relações Públicas; é pouco crível que um Samakuva, um Sakala, um Costa Júnior ou um Muekália, ou mesmo uma Webba e outros que viveram décadas no Ocidente não saibam disso…

Estas pessoas sabem, como sabem também os que andaram este tempo todo nas matas, que são os media quem informa as populações. Pelo menos, são eles que têm essa função social. Lutar contra isso é como tentar parar o vento com as mãos. Ou seja, é algo virtualmente impossível de se fazer. E porque a UNITA sabe disso, não há como fugir a certas interrogações.

Porque é que a UNITA insiste nessa jogada perigosa, até mesmo para os seus objectivos eleitorais? E, postas as coisas assim, quais são ou podem ser afinal os objectivos eleitorais da UNITA?

Presume-se que esses objectivos são participar nas eleições para ganhar o Poder, sujeitando-se às regras do jogo e à vontade popular. Mas será isso mesmo? Mas tendo em conta, primeiro o arrasta-pé na aprovação do pacote legislativo eleitoral; depois o finca-pé no caso da Presidente do CNEI; e agora com a «Guerra» aos jornalistas, incluindo aqueles vinculados à «sua» estação de rádio – a Despertar – fica o questionamento: Será que a UNITA pretende mesmo participar de boa fé e com jogo limpo no pleito eleitoral que se avizinha, ou estará a preparar a opinião pública para termos reeditada a experiência aziaga de 1992, quiçá com menor dramatismo e impacto, mas com quase as mesmas consequências no que à construção da Nação diz respeito?

É em busca desta e doutras respostas – recorde-se, provocadas pelas atitudes decididamente «atípicas» do Galo Negro – que o SA propõe este tema para reflexão esta semana. Para isso fazemos uma retrospectiva dos «bilos» que a UNITA foi coleccionando com os diferentes jornalistas e meios de comunicação social desde Janeiro de 2012. O que, juntado e somado, pode levar os caros leitores a aferir se a dose é muita ou não e quais os motivos deste «arrear o pau» sobre a media nacional por parte de um partido que quer ganhar as eleições. Assim?!

 

SA

Isaías Samakuva pede concentração as mulheres para os próximos desafios

Seminário

Isaías Samakuva pede concentração as mulheres para os próximos desafios

 

Luanda – O Presidente da Unita, Isaías Samakuva, disse hoje, sexta-feira, no município de Viana, em Luanda que “gostaria de ver que as mulheres se concentrassem no que vão ser os desafios dos próximos dois meses”.
No acto de abertura do seminário da Liga da Mulher Angolana (Lima), que decorre no complexo SOVSMO, em Viana, o Presidente Isaías Samakuva, disse que “na realidade temos as eleições marcadas para o dia 31 de Agosto”, reiterando que nestes dois meses antes das eleições gerais vão ser o foco das atenções de todos os angolanos e não só.
“É no meio destes desafios todos que a mulher é solicitada a concentrar-se no trabalho da sensibilização, consciencialização para se obter a capacidade física e intelectual de materializar aquilo que se quer que seja a mudança”, realçou o presidente da Unita.
Para Samakuva, “a mulher é um ser humano como o homem e tem todo o direito de participar e até de ter iniciativas que conduzam a boa situação e a melhoria da comunidade onde ela se encontra inserida”, frisou.
No país disse que a mulher tem outro desafio de educar e sustentar os filhos, luta todos os dias pela vida, referindo o desejo de bom trabalho a todas a participantes.
Recomendou na ocasião que as mulheres quando chegarem nas áreas de origem tenham não só a preocupação mas o cuidado de transmitir todos os ensinamentos que vão receber neste seminário.
angop

Unita indica candidatos ao círculo provincial

Kwanza Norte

Unita indica candidatos ao círculo provincial

Ndalatando – Os membros do comité provincial do Kwanza Norte da Unita reunidos domingo, em Ndalatando, em conferência provincial elegeram cinco candidatos efectivos e o mesmo número de suplentes à deputados à Assembleia Nacional pelo círculo provincial.
Orientado pelo seu secretário provincial em exercício, Rodrigo Carlos Escórcio Lucas, o evento, que decorreu sob o lema “Eleições Livres, justas e transparentes para uma mudança pacífica” teve também como objectivo analisar a situação sociopolítica da província e o processo eleitoral.
No seu discurso de abertura, o secretário em exercício deste partido, Rodrigo Carlos Escórcio Lucas, salientou que dentro alguns meses realizar-se-ão, em Angola, as terceiras eleições legislativas, um acto em que o cidadão com idade eleitoral escolherá democraticamente os seus dirigentes, que os possa representar no Parlamento e nas estruturas centrais do Estado.
“Só nos Estados de regime democrático se realizam eleições livres, onde cada cidadão tem a liberdade de escolher os seus dirigentes e foi por isso que a Unita adoptou a democracia como um dos princípios fundamentais”, lembrou o político, acrescentado que a sua organização é parte incontornável deste acto.
Na província do Kwanza Norte, a Unita controla cerca de 13 mil militantes segundo o secretário provincial em exercício.
O acto foi presenciado pelo secretário nacional desta formação política para a mobilização, Fernando Falua.
Angop

Líder da UNITA ignora posições internas contra e mantém partido afastado da CNE

Isaías Samakuva não estará a ser mal aconselhado?

Líder da UNITA ignora posições internas contra e mantém partido afastado da CNE

 

Flag of UNITA.

Membros da direcção da UNI­TA estão descontentes com algumas atitudes tomadas, nos últimos tempos, pelo presidente do partido, Isaías Samakuva, relativamente a importantes tomadas de decisão sobre a situação política e eleito­ral do país, soube o Semanário Angolense de boa fonte da agremiação.

Dirigentes e deputados consideram que tais atitudes de Samakuva têm a ver com a influência que sofre dos seus principais conselheiros, os juristas Mihaela Weba e Cláudio Silva, que o têm induzido a tomar decisões que, muitas delas, acabam por se revelar inapropriadas para determinados casos.

Assim terá acontecido aquando da toma­da de posse dos representantes dos partidos da oposição parlamentar com assento na Comissão Nacional Eleitoral.

Segundo a fonte do SA, a UNITA, o PRS e a FNLA tinham concertado estratégias sobre o assunto, devido ao impasse então existente, devido à atribulada nomeação de Susana Inglês para presidente da CNE, em função do recurso submetido ao Tribunal Supremo, do qual se aguarda ainda respos­ta.

Para não ficarem fora do processo, en­quanto se aguarda a decisão do TS, os três partidos acordaram em indicar os seus re­presentantes na CNE para que tomassem posse. Porém, à última hora, a UNITA, por orientação do seu líder, deu o dito pelo não dito, mandando recuar os que seriam os seus representantes no órgão que deverá gerir o que falta do processo eleitoral.

«Foi um espanto para todos nós, depu­tados e dirigentes da UNITA, assim como para os outros partidos, nossos parceiros em todo este processo. A atitude do pre­sidente Samakuva deveu-se aos pareceres contrários que lhe foram apresentados pela sua conselheira Mihaela Weba», explicou a fonte.

Kamalata Numa e Ernesto Mulato, entre outros, são dos mais estupefactos na direc­ção do partido com as bruscas tomadas de decisão do líder do Galo Negro, disse a fon­te. «É que não se compreende como é que o presidente ultimamente se está a deixar levar por aquela ‘miúda’. É incompreensí­vel como ela ‘faz a cabeça’ do ‘mais velho’ e ele, praticamente sem analisar os prós e os contras, só assina por baixo, e agora, depois dos outros já terem avançado, é que viram que aquela decisão não foi a mais acertada».

A UNITA, cujos representantes na CNE não tomaram posse, sente-se agora isolada e com receio de recuar nas suas pretensões. «Um recuo, agora, obrigaria a uma outra tomada de posse só para os membros da UNITA, o que vai dar azo a que o MPLA caía por cima de nós com tudo o que esti­ver ao seu alcance, podendo resultar numa grande humilhação para o nosso partido», considerou a fonte, acrescentando que Mihaela Webba quer, a todo custo, conser­tar a «borrada», mas não sabe como.

Entretanto, o PRS, a FNLA e a coligação Nova Democracia (ND) já têm os seus re­presentantes na CNE devidamente empos­sados.

Apesar de o PRS, a FNLA e a própria UNITA insistirem que houve violação à lei eleitoral ao designar-se a advogada Suzana Nicolau Inglês para o cargo de presidente da Comissão Nacional Eleitoral, ao arrepio do artigo 107.º da Constituição, os três par­tidos haviam resolvido não deixar de apa­nhar o «comboio» do processo, indicando os seus representantes, enquanto vão espe­rando pela resposta ao recurso apresentado a propósito ao Tribunal Supremo, acordo que seria depois ignorado pelo Galo Negro.

O partido do Galo Negro continua a ameaçar que vai levar à rua os protestos contra a manutenção da presidente da CNE, mas, com a indicação por parte do PRS e da FNLA (além da Nova Democra­cia) dos seus representantes naquele órgão, terá perdido dois grandes aliados nesta ve­lha pretensão.

Jaka Jamba terá ido aos arames

«Eles estão a estragar a UNITA»

O clima descontentamento entre os membros da direcção da UNITA, em face da alegada «manipulação» de que Isaías Samakuva estará a ser alvo da parte dos seus conselheiros Cláudio Silva e Mihaela Weba, na tomada de importantes decisões partidárias registou novos contornos.

Segundo uma fonte do partido, uma esmagadora maioria dos membros da di­recção, incluindo os deputados, era a favor da tomada de posse dos seus representan­tes na CNE, tal como o fizeram o PRS e a FNLA, parceiros do Galo Negro na con­testação à Susana Inglês, apesar de se es­perar pela decisão do Tribunal Supremo.

«Está-se a viver um clima bastante de­sagradável no seio do partido e até o mais velho Jaka Jamba, sempre ponderado, está agastado com a situação, a ponto de dizer que Cláudio Silva e Mihaela Weba estão a estragar o partido», contou a fonte, acres­centando que já se fala abertamente de que o radicalismo aconselhado pelo primeiro é propositado e encomendado para semear o caos no seio do Galo Negro.

«Até pouco tempo não passavam de suposições que eram murmuradas en­tre algumas pessoas, mas agora já se diz abertamente que o jurista Cláudio Silva é um ‘bófia’ infiltrado que está a fazer o jogo do partido no poder, e como ele tem influência sobre a Mihaela, esta entra no jogo dele, apresentando-se também como alguém muito radical, o que lhe valeu no partido o apelido de ‘dama-de-ferro’. O pior é que os dois têm conseguido fazer a cabeça do presidente, em prejuízo do par­tido», acusou.

A fonte realça que não se compreende que Samakuva não oiça , nem acate con­selhos de mais ninguém sobre assuntos importantes. «Só dá ouvidos à Mihaela e ao Cláudio; com os restantes só fala de assuntos de rotina; e já era assim também com o Makuta

SA

Isaías Samakuva manteve encontro com embaixador de Angola

EUA

Isaías Samakuva manteve encontro com embaixador de Angola

 

Washington – O embaixador extraordinário e plenipotenciário de Angola nos EUA, Alberto do Carmo Bento Ribeiro, manteve segunda-feira um encontro de cortesia, nas instalações dessa missão diplomática, com uma delegação da UNITA, chefiada pelo seu presidente, Isaías Samakuva, que visita Washington, de 23 a 25 deste mês.

Durante o encontro, o diplomata Angolano passou informações sobre o estado actual da cooperação entre Angola e os Estados Unidos da América.

Ainda segunda-feira pela manhã, o líder da UNITA e a delegação que o acompanha foi recebido pelo senador democrata de Delawere, Christopher Andrew Coons, que venceu em 2010 a eleição especial para suceder ao vice-presidente norte-americano, Joe Biden.

angop