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Lucas Ngonda acusado de violência doméstica

Luanda – O actual presidente da FNLA, Lucas Benghy Ngonda, é acusado pela sua própria esposa, Amélia de Fátima Cardoso de actos de violência doméstica, agudizados nos últimos meses após 37 anos de vida conjugal.

 

Regressada à Luanda, a 11 de Janeiro passado, após dois meses de tratamento médico em França, Amélia de Fátima Cardoso chegou à casa, no Nova Vida, e encontrou as fechaduras das portas trocadas. “Liguei para ele [Lucas Ngonda] a pedir as chaves para entrar em casa e desligou-me os telefones”, disse a esposa do também deputado da FNLA.

Em Outubro passado “ele tentou estrangular-me, apertando-me o pescoço com o braço envolto. Consegui morde-lo e só assim me soltou. O tesoureiro da FNLA, João Fernandes, que é o seu homem de confiança, assistiu a tudo”, contou a escritora Amélia de Fátima Cardoso.

Segundo a vítima, as agressões de Lucas Ngonda contra si são recorrentes, incluindo socos no peito e nas costas, para evitar hematomas que possam ser usados como prova.

Amélia de Fátima Cardoso, de 66 anos, explicou ao Club-K que o móbil da fúria do deputado é a tentativa de a expulsar de casa, após 37 anos  de vida comum. “Aos 72 anos, o Lucas tem uma mulher que é 40 anos mais nova do que ele e quer colocá-la nesta casa deixando-me na rua, sem nada”, disse.

Durante o seu depoimento, os jornalistas ligaram para o deputado para obter a sua versão dos factos. Lucas Ngonda respondeu, embora sem disfarçar a voz, a rejeitar a sua identidade. “Eu sou o Carlos Pedro”, disse o deputado, enquanto várias testemunhas o ouviam através do altifalante do telemóvel. Às chamadas posteriores, o deputado mantinha o telefone desligado.

A sua esposa continuou a explicar a atitude do presidente da FNLA. “Ele começou a abusar. Levava a amante e os filhos dela para a nossa casa, durante as minhas ausências, e ficavam semanas a usar a minha cama e tudo o resto. É um jogo sujo”.

“Ele [Lucas Ngonda] me tem ameaçado de morte. Em Outubro ele disse-me que eu não ficaria nesta casa, ainda que ele tenha de cometer homicídio. Diz que tem costas largas e imunidade e pode matar-me que nada lhe acontecerá”, lamentou a esposa.

Amélia de Fátima Cardoso já apresentou queixa à Polícia Nacional. “A primeira vez, depois de me ter agredido e ameaçado de morte, o inspector Vieira Lopes, da esquadra do Nova Vida foi apenas falar com ele. No dia 11 de Janeiro, quando cheguei, o oficial da Polícia Nacional apontou a minha reclamação num papel rasgado e já escrito”, disse.

A escritora também já escreveu para a Provedoria de Justiça, sem sucesso, encaminhou o caso ao advogado e dirigiu-se à Assembleia Nacional para manifestar o seu protesto. O deputado Lucas Ngonda é membro da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar.

O recurso à família e à direção da FNLA, para a resolução doméstica da situação também foram mal-sucedidas por, segundo a interlocutora, o deputado manifestar-se indisposto a acatar conselhos.

Como consequência da pressão psicológica e física a que tem estado sujeita, Amélia de Fátima Cardoso teve de ser internada na Clínica Multiperfil, com alta tensão devido ao estresse emocional. “O Lucas Ngonda inicialmente recusou-se a pagar a clínica. A administração do hospital teve de o pressionar para liquidar a dívida com o meu tratamento”, enfatizou.

“Eu trabalhei toda a vida, como enfermeira em França, onde estivemos exilados, para lhe dar conforto [a Lucas Ngonda] enquanto ele se dedicava à sua política. Agora que o MPLA lhe dá dinheiro e tem muitos bens (incluindo um prédio no Palanca) ele já nem sequer me dá a oportunidade de ficar com um canto para passar a minha reforma em paz”, explicou a esposa.

CK

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Comissão de Reconciliação procura evitar extinção da FNLA

Comissão de Reconciliação procura evitar extinção da FNLA

 

Luanda – Uma autodenominada Comissão Reconciliadora da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), criada em 2003 para unir “irmãos desavindos”, está tentar evitar que um eventual mau resultado nas eleições gerais de 31 de agosto resulte na extinção do partido.

Em conferência de imprensa hoje realizada em Luanda, o coordenador da Comissão Interna Catalisadora para a Unidade, Conciliação e Reconciliação do Partido, Nsanda wa Makumbu, manifestou a sua preocupação relativamente ao futuro desta força política.

Nas anteriores eleições legislativas, em 2008, sob liderança de Ngola Kabangu, a FNLA elegeu três deputados, com os 1,11 por cento de votos obtidos.

Segundo a legislação em vigor em Angola, caso um partido não chegue aos 0,5 por cento, o resultado é a extinção dessa formação partidária.

Daí, que Nsanda wa Makumbu tenha insistido hoje na conferência de imprensa no apelo para que os militantes votem FNLA a 31 de Agosto, sob pena deste partido vir a ser extinto.

Em causa esta a profunda crise por que passa esta histórica formação política angolana, fundada por Holden Roberto, e que se encontra dividida em duas fações, opondo Lucas Nonga e Ngola Kabangu na luta pela liderança do partido.

Num congresso realizado em 2004, ambos foram eleitos primeiro e segundo vice-presidentes do partido, enquanto a presidência coube ao líder fundador da FNLA, Holden Roberto, entretanto já falecido.

Com a morte de Holden Roberto, em Agosto de 2007, intensificou-se a crise, que ficou oficialmente resolvida, em 2011, com um acórdão do Tribunal Constitucional (TC) que reconheceu Lucas Ngonda como presidente da FNLA, baseado nos resultados do congresso de 2004.

Com base neste reconhecimento, o TC aceitou o processo de candidaturas apresentado por Ngonda, recusando o de Kabangu, que continha mais de 20 mil assinaturas.

Segundo Nsanda wa Makumbu, a preocupação da comissão de reconciliação neste momento não é com quem vai dirigir o partido, mas sim o que pode acontecer ao partido, se os militantes não votarem.

“Não obstante a situação atual imposta à FNLA, os verdadeiros defensores da FNLA apelam a todos os militantes (…) a aderirem em massa às eleições de 31 de Agosto, votando nas quatro letras: FNLA”, apelou.

“Não temos nada a ver se Lucas Ngonda pode ou não ser presidente, o nosso propósito é unir a FNLA. Isso é o mais importante”, frisou Nsanda wa Makumbu, acrescentando que “se não votarem, a FNLA corre o risco de desaparecer e nós queremos a sobrevivência do partido, não é a figura que nos importa, mas sim o partido”.

Segundo o sorteio de ordenamento nos boletins de voto dos nove partidos concorrentes, a FNLA figura em terceiro lugar.

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), atualmente maior partido da oposição, figura em primeiro lugar, e o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, está em segundo.

NME/EL.

Lusa/Fim

Acordo pode salvar a FNLA

Acordo pode salvar a FNLA

 

Um acordo entre Lucas Ngonda e Ngola Kabangu pode salvar a despromoção “definitiva” de um partido histórico que jogou um papel preponderante para a libertação de Angola do colonialismo português.

Um acórdão de 2011 do Tribunal Constitucional reconheceu a existência jurídica da FNLA – Ngonda, em resultado do congresso extraordinário realizado em Julho de 2010.

Não obstante, Lucas Ngonda não tem influência junto das estruturas de base do partido em todas as províncias, o que lhe está a dificultar a recolha de assinaturas indispensáveis à legalização do partido.

“Um apelo de Kabangu aos seus seguidores para não darem votos à FNLA de Lucas Ngonda é a sepultura definitiva do partido”, segundo analistas, que esperam um acordo “urgente” para salvar a organização fundada por Holden Roberto.

Kabangu, que concorreu nas eleições de 2008, em que elegeu três deputados, insiste que vai reagir e fazer valer os seus direitos. “Trata-se de uma imposição. O TC perdeu o norte há muito tempo nesta questão da FNLA, sobretudo depois do nosso congresso, realizado de 20 a 22 de Dezembro passado”, esclareceu Ngola Kabangu.

Lucas Ngonda augura um só partido por si dirigido e reconhecido institucionalmente. “Na FNLA também não há alas. Há uma direcção política que é esta que nós dirigimos, portanto, não existe uma outra”, precisou. Uma fonte deste jornal admitiu poder haver um acordo para evitar que a FNLA seja extinta como partido político.

“O Tribunal Constitucional pensa juntar as partes desta força política em conflito pela liderança”, acrescentou a fonte, afirmando que nada ainda está perdido desde que haja boa vontade política. Perante este cenário, Alcides Sakala, professor universitário, entende que a democracia se constrói com partidos fortes.

“Infelizmente, a FNLA, um partido histórico que foi o movimento da vanguarda revolucionária do nacionalismo angolano na luta contra o colonialismo português, atravessa momentos menos bons da sua história”, lamentou.

O professor sustenta que, com a morte do presidente Holden Roberto, agudizaram-se os problemas internos no seio da FNLA, acrescentando que todas as crises têm solução se os actores políticos, a todos os níveis, quiserem, resolver o problema que os divide na base da concertação.

Sakala defende interesses nacionais, sobretudo nesta importante fase em que o país, os partidos e a sociedade civil em geral, se preparam para o pleito eleitoral.

“A FNLA tem um espaço histórico, político e social que ela própria conquistou no plano nacional e internacional, ao longo de todos estes anos de luta armada e política, desde o início da luta contra o colonialismo português”, reconheceu.

Com base neste clima de tensão, Sakala considera que a FNLA pode perder esse espaço se persistirem as divisões internas que fragilizam a vida do partido. “A grave crise no seio da FNLA devese também à interferência do partido que sustenta o Executivo angolano.

Deve deixar-se aos partidos políticos a latitude de eles próprios resolveremos seus problemas internos. Do nosso ponto de vista, os presidentes Ngola Kabangu e Lucas Ngonda devem encontrar-se para o estabelecimento de uma plataforma comum que possa permitir a continuidade da vida do partido, independentemente da posição de cada um.

Os partidos são como organismos vivos”, aconselhou. Sakala diz que só a concertação pode permitir um acordo para o estabelecimento de bases para a subscrição de um compromisso interno entre as duas alas e preparar o partido para concorrer a uma só voz.

 

FNLA morte anunciada?

Um conflito que se alastrou durante anos suscitou a dúvida no seio do partido e a estupefacção na opinião nacional. O filho de Holden Roberto, o deputado Carlito Roberto, diz que, fraccionado em duas alas, a FNLA ficou mais vulnerável do que nunca. “A FNLA não vai morrer”, garante o jovem político, questionando o porquê da decisão do Tribunal Constitucional.

O jurista Bernardo Lindo Tito duvida de uma reconciliação entre Ngola Kabangu e Lucas Ngonda, numa altura em que se aproxima o pleito eleitoral. “Se a FNLA não sobreviver, os líderes serão culpados”, acusou, lamentando a falta de serenidade entre as partes envolvidas em conflito.

O secretário para a informação do PRS, Joaquim Nafoia, não quer que a FNLA morra por ser, na sua opinião, um dos pilares fundamentais na libertação de Angola.

“Forças ocultas querem apagar a história, mas os militantes da FNLA não podem permitir que isso aconteça”, sublinhou.

Kabangu reclama dinheiro “usurpado”

Apesar de ter concorrido como presidente da FNLA, nas eleições de 2008, em que elegeu três deputados, Ngola Kabangu viu-lhe coartado o direito de movimentar as contas do partido.

O deputado há muito tempo tem vindo a denunciar a ingerência grosseira e antidemocrática do Executivo.

Lembrou que tudo começou em 1998, quando Lucas Mbengui Ngonda, a troco de alguns dólares, realizou um congresso ilegal, atropelando, de maneira grave e ostensiva, os estatutos e o regulamento interno do partido.

“Na altura, Lucas Mbengui Ngonda era secretário para a informação e realizou o congresso, no palácio dos congressos, sede da Assembleia Nacional, com a presença de Francisco Vítor Roberto de Almeida, em representação do presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos”, lembrou.

Segundo Kabangu, na altura, o Governo mandou o vice-ministro das Finanças, Miguel Catraio, director do Tesouro Nacional, violar a conta bancária no BPC, retirando os gestores legais e oficiais da FNLA e colocando nos seus lugares, Lucas Mbengui Ngonda, Francisco Mendes e João Nascimento.

“O Executivo entregou as verbas resultantes do voto das eleições de 2008 sob gestão novamente de Lucas Ngonda. São acontecimentos que nos levam a protestar junto da opinião pública nacional e internacional”, justifica Kabangu, afirmando que é raro em Angola um partido político realizar os seus congressos na Assembleia Nacional e no complexo Futungo

Novo Jornal

Os pontos fortes e os pontos fracos

O SA não perdeu tempo com os que cabem em «starlet’s»…

Os pontos fortes e os pontos fracos

 

Bloco Democrático (BD): Com militantes com uma áurea de prestígio social nos meios intelectuais e académicos, com um posi­cionamento político mui­to coerente com a filosofia que diz perseguir e com um Presidente, o economista Justino Pinto de Andrade, quiçá possuidor de mais espaços de intervenção na media (dois programas se­manais na Rádio Ecclesia, uma coluna cativa no semanário A Capital e colunista in­termitente, mas bastante presente do Semanário Angolen­se), este partido parece ter uma boa aceitação nos meios es­tudantis, sobretudo em Luanda, Benguela e, ultimamente, no Lubango. Bastante realista nas suas expectativas, a sua estratégia parece centrar-se em conseguir um ou dois de­putados nos círculos provinciais destas três províncias, ao que acresceria um ou dois do círculo nacional, totalizando um número de assentos entre cinco a dez. «Correria o ris­co» de conseguir esse desiderato. Poderia muito bem aca­bar com entre três a cinco deputados, pela nossa análise. Esse número modesto dever-se-ia ao facto de que o BD tem pouca implantação nas áreas rurais. Isso apesar do «namo­ro cirúrgico» que faz à juventude – a maior fatia dos elei­tores – e às populações urbanas, outro «naco» grande de eleitores. Se dependesse dos internautas que participaram nessa «sondagem» a pedido do SA, o BD estaria certamente no Parlamento, pois cerca de 90% deles apontam-no como um dos partidos com potencial para isso, o que traria mais-valia e qualidade aos debates parlamentares.

 

Convergência Ampla para a Salvação de Angola (CASA): «Caçula» dos par­tidos políticos (é, na verda­de uma coligação), liderado pelo carismático Abel Chi­vukuvuku e que parece ter nascido sob o signo de «rou­ba-militantes», tantos são os que abandonam os seus anteriores partidos para se juntarem a esta coligação, a CASA – até o nome parece ter sido escolhido a pensar em marketing político – tem, segundo o seu Presidente, por objectivo mínimo entrar no Parlamento em 2012, para de lá partir ao «assalto» da Cidade Alta em 2017; e por ob­jectivo máximo ser já governo em 2012.

No entanto, parece que teria apenas sérias chances de chegar ao Parlamento. Por aí de cinco a dez deputados, tal­vez mais, se conseguir manter a unidade e a coesão e se tiver pernas para penetrar nos bastiões eleitorais da UNI­TA, via Chivukuvuku, e do PRS, via Lindo Bernardo Tito. O tempo jogaria contra si e não se sabe se a CASA teria dinheiro para aguentar a pedalada (parece que tem, diz-se à boca pequena que alguns sectores nos EUA «bancarão» a factura). Também é citada como «o partido revelação» pela quase totalidade dos cibernautas. Tem a seu favor o factor novidade. Se em relação ao BD, os internautas não hesitam em colocá-lo no pelotão do meio, já em relação à CASA põem-na na condição de poder disputar a posição de maior partido da oposição com a UNITA e/ou o PRS.

 

The Revolutionary Government of Angola in Exil...

Frente Nacional para a Libertação de Angola (FNLA): Dividida em duas facções que não se enten­dem, sendo que uma delas, a de Lucas Ngonda, já chegou a fazer contra o seu próprio partido em 2008, acabando, entretanto, por ser reconhe­cido como o líder legítimo dos «irmãos» pelo Tribunal Constitucional, que irra­diou sem dó nem piedade Ngola Kabangu, o líder «re­belde» da bancada parlamentar que arrastou consigo no «manguito» a Ngonda; se as eleições fossem já amanhã, esse partido histórico seria certamente extinto. Para começar, porque as suas bases eleitorais não votariam numa FNLA de Lucas Ngonda por o considerarem vendido ao MPLA. E a Ngola Kabangu não seria permitido concorrer com uma «FNLA B». O que restaria a este veterano político, herdeiro de Holden Roberto, seria «arrastar» os seus simpatizantes para um outro partido. A CASA poderia ser uma hipótese, mas os seus compartimentos estão muito «ocupados». O PDP-ANA? Hipótese mais provável.

 

Flag of the former movement and now governing ...

Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA): Esse aí está com A «redondinha» toda, ha­vendo mesmo inúmeras re­clamações por se aprestar alegadamente a ser árbitro, jogador, dono da bola e do estádio… e, segundo o pró­prio, da grande maioria dos assistentes. É que, para além de ser o partido incumben­te, é o mesmo que ganhou a guerra civil, não embarcou em banhos de sangue dos ven­cidos, construiu quase tudo o que estava destruído e colou a sua imagem à paz e aos inegáveis avanços daí advindos (ao mesmo tempo que colava a do arqui-rival, a UNITA, à guerra e aos horrores que dela resultaram). Dono de uma máquina de marketing tida como das maiores do continen­te, nem as suas inúmeras «gaffes» lhe retiram a sensação geral de que é o partido com maiores condições de estar ao leme da Nação neste período particularmente complicado em que o país se afirma no contexto das nações e ambi­ciona ser potência. Nem o enriquecimento inexplicável dos seus dirigentes e arredores, associado à não menos pobreza da maioria da população, numa confrangedora (revoltante mesmo) lazarice geral num país abençoado por Deus com riquezas imensas e nem mesmo a arrogância das elites des­te partido e aos erros crassos da sua governação o afecta­riam a ponto de perder as eleições, caso elas se realizassem já amanhã. Razão? Simples: apesar de tudo, os eleitores não parecem estar ainda preparados para a mudança, uma vez que a oposição não convence. Dão por isso o benefício da dúvida ao partido no poder, mais ou menos numa atitu­de de «bem, este não é lá grande coisa, mas, pelo menos, faz qualquer coisa, enquanto em relação aos outros, não sabemos…». Mesmo os internautas, críticos ferrenhos ao MPLA e ao seu Presidente, consideram quase por unani­midade que o «Mampelas» está na «pole-position» nesta grelha de partida para a corrida eleitoral. A questão, se­gundo eles, é se manterá ou não a maioria escandalosa que possui, por via da qual volta e meia faz traquinices que ir­ritam os eleitores e deixam a Oposição a espumar de raiva. É unânime que é desejável que tenha uma maioria para go­vernar confortavelmente, mas com uma oposição que lhe trave os excessos.

 

Nova Democracia (ND): À semelhança do agora ex­tinto PLD da saudosa Aná­lia de Victória Pereira, a ND caiu do céu, pois, até ter dois deputados eleitos para o Parlamento, quase nin­guém sabia dela. Porém e ao contrário da «Mamã Co­ragem», que muitas vezes punha em sentido o maio­ritário, a ND de Quintino Moreira já foi alcunhado ironicamente de «ND-PT» por um deputado do próprio MPLA, tão notória é a sua colagem ao «M». Na atipicidade do actual sistema eleitoral, em que foi a boca de aluguer, se as eleições fossem ama­nhã, dissolver-se-ia para depois «colar-se» abertamente ao MPLA, pelo menos para «pescar» alguns assentos parla­mentares cedidos generosamente pelo maioritário. Entre os internautas, a unanimidade é impressionante: sozinha, a ND seria simplesmente extinta e «voltaria ao Hoji-ya- Henda com todos os membros a caber dentro de um Star­let», como jocosamente disse um deles. «…Se a Nova De­mocracia ainda estiver assentada no próximo parlamento, então de certeza absoluta que terá havido fraude», disse o internauta Timóteo João, um dos líderes dos movimentos contestatários dos jovens, depois de admitir que «o MPLA ganharia as eleições, para a nossa desgraça».

 

Partido Popular (PP): É surpreendente como cer­ca de 80% dos internautas (em pouco mais de 4 horas tinham intervindo perto de 100) consideram que o PP de David Mendes seria um dos partidos extintos por não conseguir atingir o mínimo de 0,5% de vo­tos. Surpreendente porque o seu Presidente é quiçá o advogado mais mediático do país, onde assume defe­sas dificílimas de gente desfavorecida, quase sempre sem cobrar honorários. Fá-lo por via da «sua» Associação Mãos Livres (que num país que não o nosso já mereceria o esta­tuto de instituição de utilidade pública e teria o carinho e amparo da Ordem dos Advogados, mas, na qual e ao contrário, é nitidamente hostilizada). Porém, e se bem que como advogado tenha o carinho e a admiração geral da so­ciedade, sobretudo das gentes mais desfavorecidas, a sua mensagem política parece não passar. Seja porque David Mendes se desdobra em várias actividades – e só a advoca­cia já rebenta qualquer um –, seja porque a sua maneira de fazer política é bastante «trungungueira», o que o povo não gosta. Como político não parece merecer a confiança dos eleitores. Se as eleições fossem já amanhã, e se quisesse es­capar à extinção, David Mendes e o «seu» PP teriam que se coligar a outros partidos. A CASA de Abel Chivukuvuku poderia ser uma boa opção para ambas as partes. O caris­ma de Abel aliado à popularidade «jurídica» de Mendes seria algo realmente difícil de bater. O desafio seria se Abel e pares conseguiriam mais espaço num dos quartos para alguém da estatura de David Mendes, que, entretanto, não demonstra grande apetência ao cadeirão máximo.

 

PDP-ANA: O partido do saudoso Mfulumpinga Nlandu Victor nunca mais foi o mesmo desde a mor­te ainda não esclarecida do seu fundador. Perdeu o lu­gar que tinha no Parlamen­to e Sediangana Mbimbi, o sucessor de Mfulumpinga, parece não ter, nem de lon­ge, o brilho e carisma do seu antecessor. Ainda assim, e nem que seja porque con­seguiu não ser extinto no pleito de 2008, se as eleições fossem amanhã, poderia ga­nhar pelo menos um lugar no parlamento, aproveitando a «confusão» que reina na FNLA, com quem disputa o voto bakongo. Apenas por isso não é o «lanterna vermelha» dos concorrentes nesta nossa grelha de partida. Porque esse lu­gar está cativo. Pertence… à FNLA.

 

Partido de Renovação Social (PRS): De todos os partidos políticos, o PRS é, a par do MPLA, o único que soma pontos em cada elei­ção, prova provada de que Eduardo Kwangana tem conseguido levar, discreta mas eficazmente, o seu par­tido a bom porto. Quarta força política na legislatura 1992/2008 atrás do MPLA, UNITA e FNLA, «papou» esta última e é agora a terceira. Com fortes probabilidades de «roubar» à UNITA o estatuto de segunda força política, no que se posiciona «ex-aequo», ou seja, lado a lado com a CASA, segundo os internautas. Levando em conta que o PRS já tem uma base eleitoral sólida e a CASA acaba de nascer, se as eleições fossem já amanhã, certamente seria a força política logo atrás do MPLA, pois pouco a pouco está a fazer passar a sua mensagem também fora da região do leste onde se situa a sua principal base eleitoral.

 

Flag of UNITA.

União Nacional para a Independência Total de Ango­la (UNITA): Este partido, que já dirigiu uma espécie de Estado, quando entra em eleições tem a obrigação de fa­zê-lo para ganhar. Em 2008, confusão à parte, pagou uma factura pesada por ter voltado à guerra duas vezes em 10 anos. Com a sua imagem associada à guerra, uma guerra que perdeu e ainda por cima com parte dos seus quadros e militantes a se bandearem agora para a CASA de Chi­vukuvuku; com escândalos financeiros à perna, ou pelo menos com acusações de gestão financeira pouco transpa­rente, e ainda órfã do seu líder fundador morto em com­bate, a UNITA que temos parece mais uma sombra de si. Mas, ainda é a UNITA, com possibilidades de aumentar o número actual de deputados, apesar da sangria que as dissidências lhe estão a submeter. Muitos eleitores, sobre­tudo nas áreas rurais, votariam UNITA porque é a UNITA e pronto. Corre entretanto o risco de um novo descalabro, que lhe pode retirar o estatuto de maior partido da oposi­ção, caso continue a perder tempo e energias com questões menores, ao invés de se preparar a sério para uma campa­nha que se adivinha ferrenha. Para já, perdeu a capacidade de mobilizar os outros partidos da oposição que, um a um, a vão deixando sozinha no finca-pé no caso Suzana Inglês. Com problemas de passar a sua mensagem na media pú­blica, dá-se ao luxo de ameaçar processar um órgão de co­municação social privado e por arrasto criar um clima de mal-estar com a imprensa privada e por via disso partir para a campanha de costas viradas com a classe jornalísti­ca. Enfim, se as eleições fossem amanhã, definitivamente a UNITA aumentaria o número de deputados. Mas correria o risco de ser ultrapassada pelo PRS ou mesmo pela CASA, o que diminuiria consideravelmente a sua relevância, tal como acontece com a FNLA

 

Outros: Sobre esses não vale a pena gastar tinta nem latim. Existem, mas é como se não existissem. Ainda por cima, são tantos que qualquer mente sã lhes perderia a con­ta…

Kabango rejeita convocatória de Ngonda

Kabango rejeita convocatória de Ngonda

Deputados da bancada parlamentar da FNLA rejeitaram ontem a convocatória do presidente do partido, Lucas Ngonda, para uma reunião marcada para hoje e que devia servir para analisar as próximas eleições.

Na convocatória, datada de 16 de Março, o presidente da FNLA convocava Ngola Kabangu, chefe da banca parlamentar, e os deputados Carlitos Roberto e Nimi Nsimbi.

Contactado pelo Jornal de Angola, por telefone, Ngola Kabangu remeteu a reacção ao seu colega de bancada, o deputado Nimi NSimbi que respondeu: “Eu não recebi nada e também não tenho nada a ver com Lucas Ngonda.”

Questionado se a posição vinculava os outros dois deputados, Nimi NSimbi disse que o Jornal de Angola deveria contactá-los directamente, o que foi feito, mas sem sucesso.

Para o secretário para a Informação da FNLA, Miguel Pinto, o convite foi feito aos deputados, porque devem obediência ao partido. “Em Angola não existe a figura de deputado independente, pelo que os três deputados devem obediência à direcção do partido”, disse, para acrescentar: “Em caso de não comparência, como é regra, vamos recorrer ao regulamento de disciplina do militante e aplicar a devida sanção”.

Outra convocatória, para segunda-feira, foi enviada a todos os assistentes permanentes da FNLA de Luanda junto da CNE, indicados pelo grupo parlamentar. Esta, mais clara que a primeira, esclarece que a ausência implicará sanções disciplinares de acordo com os estatutos e regulamento interno do partido.

Os fiscais juntos da CNE e do Ministério da Administração do Território, que participaram nas eleições de 2008, também foram convocados para um encontro de trabalho, para terça-feira.

O porta-voz do partido, Miguel Depois, afirmou que, na sequência do veredicto do Tribunal Constitucional, que pôs fim ao desentendimento interno, a direcção do partido está de mãos abertas para receber todos os que pretendem lutar para que a FNLA reconquiste o seu lugar.

“A FNLA já está reunida e constitui um erro pensar que este ou aquele militante é detentor do partido”, afirmou , realçando o papel da comissão de reconciliação, que “fez com que até hoje várias figuras de proa” regressassem ao partido.

JA

Ngonda e Kabangu recusam reconciliação com ‘catalizadores’

Ngonda e Kabangu recusam reconciliação com ‘catalizadores’

Noventa dias depois de o Tribunal Constitucional (TC) ter reconhecido o Congresso de Julho de 2010, em Setembro do ano passado, através do acórdão número 140, realizado por Lucas Ngonda, em Luanda, sem a presença de Ngola Kabangu, conforme recomendação deste órgão jurisdicional, a grande família FNLA ainda não se reencontrou e ao que tudo indica a reconciliação interna está longe de acontecer, mesmo no meio de esforços redobrados.

E o fracasso para a reunificação desta tradicional força política foi, mais uma vez, evidente esta semana, com a recusa de Lucas Ngonda e Ngola Kabangu de participarem numa assembleia “constituinte”, organizada pela Comissão de Reunificação e Reconciliação Interna(CRRI), vulgo catalisadora, co-liderada por Carlinhos Zassala e Nsanda Wa Makumbu, realizada nesta Quartafeira,11, no Cine Atlântico.

Reactivada em Junho de 2011, por um grupo liderado por João Castro “Freedom”, antigo delfim de Lucas Ngonda, mas que o abandonou por alegado mau dirigismo, essa comissão reuniu com o propósito de aproximar Ngonda e Kabangu na tentativa de se encontrar uma solução pacífica sobre a reconciliação interna, segundo declarou à imprensa Bernardo António, porta-voz do encontro. “Infelizmente nem um, nem outro apareceram no encontro, o que dificultou essa assembleia que se esperava que fosse mais frutífera”.

Com a saída inesperada de Freedom, que trocou o seu velho partido pela Nova Democracia-União Eleitoral (ND-UE) de Quintino de Moreira, deixando a responsabilidade a Carlinhos Zassala e Nsanda Wa Makumbu, os esforços feitos por esta comissão para reunificar a família deste partido “maquisard” ainda não encontraram o eco desejado. Tanto Ngonda, assim como Kabangu, minimizam a existência deste grupo de militantes próreunificação e reconciliação.

Ngola Kabangu sempre disse em bom tom que não reconhecia legitimidade alguma nesta comissão, alegando que a mesma tem estado a actuar à margem dos estatutos do partido. “Os problemas internos são resolvidos dentro do partido, e em fóruns próprios, mas quem o fizer fora deles estaria a actuar como se fosse um marginal”, dizia numa entrevista que concedeu a este jornal no ano passado, quando questionado sobre o processo de reconciliação do partido dos “irmãos”.

O mesmo acontece com Lucas Ngonda, que considera os catalisadores de dissidentes e traidores, por lhe terem abandonado no ano passado, e quem depois viria a afastar compulsivamente, depois de uma reunião de alto nível do seu bureau político realizada no bairro Hojy Ya Henda, município do Cazenga, no dia 27 de Novembro. Foram expulsos dez membros, entre os quais Zassala, Makumbu e Pedro Nsumbu.

Causas da sua reactivação

Quando foi reactivada no ano passado os seus mentores haviam-se justificado nestes termos: “é respondendo aos clamores de militantes, simpatizantes e amigos, que por uma FNLA moribunda decidimos reconstituir a presente comissão de unidade e reconciliação interna do partido”, dizia João Castro “Freedom”, acrescentando que o objectivo fundamental é a unidade, coesão, democracia participativa e na diversidade”.

Freedom, antigo membro do bureau político e do comité central da direcção de Lucas Ngonda e coordenador da comissão, a qual integrava ainda Pedro Gomes e Carlinhos Zassala, candidatos derrotados no conclave de há dois anos, acusou, na altura, Ngonda de ter interpretado erradamente os conteúdos dos acórdãos 109 e 110, do TC que anularam os conclaves realizados por si e por Ngola Kabangu, em 2006 e 2007, respectivamente, que recomendava que ambos respeitassem as decisões saídas do “Congresso da Reconciliação” de 2004.

“ O irmão Lucas Ngonda, na qualidade de primeiro vice-presidente saído do congresso da FILDA, em 2004, recebeu a missão do Tribunal Constitucional para normalizar a situação interna do partido, mas acabou por fragilizar ainda mais o partido, ao ter rejeitado liminarmente todas as sugestões que apontavam para uma saída airosa em benefício do partido e do processo democrático e de pacificação em curso do nosso país”, afirmou.

O conferencista, que se encontrava ladeado de outros membros da comissão ora constituída, Ana Maria, Alcides Mouzinho e Nsanda-waMakumbu, denunciou que o congresso que elegeu Lucas Ngonda foi uma autentica “farsa”, revelando que “remeteu ao Tribunal Constitucional uma versão completamente diferente dos estatutos aprovados no aludido congresso, de Julho de 2010, o que constitui crime. prosseguindo: Lucas Ngonda tinha-se revelado “um autêntico tirano ao constituir uma direcção com os que lhe pareciam ser fiéis, ignorando todas as outras sensibilidades internas em presença”.

O cerne da questão

Durante o encontro com os jornalistas, Freedom tinha acusado Lucas Ngonda e Ngola Kabangu de serem os principais “obstáculos” para a reunificação e reconciliação interna do partido, após a realização do “Congresso da Reconciliação” conhecido também por Congresso da FILDA, pelo facto de ter sido realizado naquele recinto de feiras e negócios. “Já não se pode confiar a busca de soluções pacíficas, que visem a unidade, a coesão e desenvolvimento da FNLA, contando com estes dois irmãos, porque eles são o problema da crise que o partido actualmente vive.

Disse que os dois políticos a quem acusou de serem o “cerne da questão” deixaram escapar várias oportunidades, quer do ponto de vista da pacificação interna do partido, assim como da consequente participação no processo político nacional.

Nesta senda, João Castro declarou que a partir daquela data a gestão da FNLA estava sob tutela desta comissão. “Não estando ainda clarificada a situação da liderança do partido, do ponto de vista jurídico-legal, todas as questões relativas à intervenção e representação da FNLA, nos planos nacionais e internacionais, são assumidas a partir de agora pela comissão dos autores deste manifesto”. Essa decisão foi esvaziada com a vigência do acórdão 140 do TC, de Setembro de 2011.

Origem da crise

Primeiro foi Lucas Ngonda que, congregando um punhado de militantes denominados de reformistas, realizou um Congresso em 2005 nas instalações do Futungo II em Luanda, durante o qual foi eleito por aclamação sem qualquer, um acto considerado pelos prosélitos de Kabangu como tendo a mão invisível do MPLA que teria apoiado Ngonda com dinheiro e outras benesses, colocando esta força política como seu apêndice. Volvido dois anos, Ngola Kabangu com a morte de Holden Roberto de quem foi um delfim, quase que de inteira gema, não reconhecendo autoridade em Ngonda à frente do partido, realizou um outro no qual derrotou dois concorrentes: Miguel Damião e Carlinhos Zassala.

Este reconhecimento levou-o a concorrer às eleições de 2008, em prejuízo de Ngonda que foi rejeitado por incongruência na documentação apresentada ao Tribunal Constitucional. Volta e meia, Zassala, que tinha sido derrotado por Kabangu, recorreu ao TC para impugnar o resultado das eleições que colocariam Ngola Kabangu como líder da FNLA, do qual obteve uma resposta do Plenário dos juízes Conselheiros que anularam o consulado do vencedor, através do acórdão número 110.

No aludido acórdão, embora tenha resultado da queixa apresentada pelo candidato derrotado Carlinhos Zassala, o Tribunal Constitucional recomendou que Lucas Ngonda e Ngola Kabangu voltassem à primeira forma, ou seja, primar pelo respeito às decisões acordadas no Congresso da Reconciliação. Ngola Kabangu que é igualmente o presidente da bancada parlamentar da FNLA na Assembleia Nacional achou-se injustiçado pelo TC, e recusou concorrer a um outro mandato com Ngonda e com Zassala que passou a ser o seu novo “inimigo” de estimação.

Ireneu Mujoco

FNLA diz que pronunciamentos da ‘comissão catalisadora’ não tem legitimidade do partido

Nota
FNLA diz que pronunciamentos da ‘comissão catalisadora’ não tem legitimidade do partido

The Revolutionary Government of Angola in Exil...
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Luanda – A Direcção legítima da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) informou hoje (terça-feira), em Luanda, que a “comissão catalisadora”, que nos últimos dias tem falado a comunicação social não tem nenhuma legitimidade para tal e nem tem vínculo com aquela agremiação partidária.

De acordo com uma nota de imprensa a que Angop teve acesso o referido grupo denominado por “comissão catalisadora” tem manipulado a opinião de forma demagógica e  tal facto tem lançado confusão na massa militante da FNLA.

Os integrantes deste grupo, acrescenta o documento, “que até bem pouco tempo se filiou numa coligação partidária, foi extinto do partido por declaração dos seus mentores  na sessão do Congresso de Reconciliação, ocorrido em 2004, na Filda em Luanda”.

“Não obstante terem sido espancados e expulsos no aludido Congresso de 2007 anulado pelo Tribunal Constitucional realizado pela extinta ala de Ngola Kabango, a Direcção deste partido no espírito da unidade, inseriu-os no seu seio, vindo a participar no Congresso Extraordinário onde um dos seus mentores foi candidato a presidência, tendo sido derrotado e reconheceu os resultados do referido certame”, explica a nota.

Segundo o documento, depois do congresso, ao grupo foi atribuído cargos de relevo na qual tomaram posse, mas nunca comparecem na direcção do partido, continuando a actuar de forma marginal e anárquica contrariando a ética e deontologia do partido o que levou a instauração de um processo disciplinar e a suspensão dos seus cargos.

Contrariamente a isso, lê-se na nota da FNLA, os seus pronunciamentos, na ânsia desenfreada de chegarem a presidência do partido, têm demonstrado sentimentos doentios de pretender instituir outra facção concorrente a direcção legítima como no passado recente.

Neste âmbito, a direcção legítima da FNLA condena todos que pretendem encorajar tais actos para fins inconfessos tendentes a criar falsas expectativas sem qualquer fundamento legal. A consolidação da democracia requer um sistema estável de partido político.

A FNLA apela todos militantes, simpatizantes e amigos, exortando-os a cerrarem fileiras e ter confiança na sua direcção que tudo tem feito para garantir a seriedade indispensável e o prestigio para um partido saudável pronto para os desafios que se avizinham.